
| Entrevista - Tolerância Zero |
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Tolerância Zero Música de peso e competência Surgido em 1997 na cidade de Indaiatuba, o grupo Tolerância Zero, adeptos das vertentes pesadas do rock, já é nome consolidado no atual cenário de música independente e completa 10 anos de estrada. Com alguns feitos memoráveis, como a participação no evento “Barulho Contra Fome”, organizado por Andreas Kisser (Sepultura) em 1998; uma mini-turnê pelo interior paulista com Ratos de Porão, Fugazi (EUA) e Black Alien (ex-Planet Hemp) em 1999, o Tolerância Zero é dos nomes mais fortes do underground, quando se fala de som pesado e bem trabalhado. Em 2000 são contratados pelo selo carioca Indie Records e lança Ninguém Presta, primeiro disco com produção de Carlo Bartolini (ex-Ultraje a Rigor e produtor de álbuns de Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Ira e Sepultura). Neste trabalho, o TZero teve participações de nomes importantes como Andreas Kisser e João Gordo (na faixa “Porcuntroço”), dos rappers Ro$$i e Doze, do Pavilhão 9 (em “Quem É Normal?”) e da banda Rumbora. No mesmo ano, a faixa-título do disco, “Ninguém Presta”, foi incluída numa coletânea lançada pela revista Trip, com tiragem de 50.000 cópias. Após o lançamento, o Tolerância Zero cai na estrada para divulgar seu trabalho e fazer shows por São Paulo e interior e Minas Gerais, além de participações em emissoras de rádios, como a extinta Brasil 2000. Já em 2001, o grupo é convidado para participar da trilha-sonora do longa-metragem “O Invasor”, importante expoente do cinema nacional, produzido e dirigido por Beto Brant. Nesta trilha, o TZero aparece com duas faixas, “Ninguém Presta” e “Azar”. O filme é lançado em 2002 e consegue indicações no Festival de Sundance, além de ganhar seis prêmios no Festival de Brasília, incluindo o de melhor trilha-sonora. No mesmo ano, o Tolerância Zero, ao lado do rapper Sabotage e do Pavilhão 9, saem pelo país com a turnê “A Invasão”, de divulgação da trilha, provando que os fãs de rap/hip hop e de rock pesado podem compartilhar das mesmas emoções provenientes de apresentações ao vivo. Para 2003, novos planos são traçados e algumas surpresas aparecem com o lançamento do single “Azar”. O Tzero sai em turnê própria, intitulada “Quem É Normal?” e já no mês de março recebe novamente um convite de Andreas Kisser, desta vez para ser a banda de abertura de um importante show do Sepultura, realizado no Olímpia, importante casa de shows paulistana. A repercussão desta apresentação foi extremamente positiva e possibilitou à banda a chance de levar a turnê para outros estados, como Paraná e Goiás. No final de 2004, recebem um convite para se apresentar no festival Goiânia Noise, um dos mais importantes eventos sobre a atual produção musical do país. Em 2006, mais uma surpresa: após convidar o vocalista do Charlie Brown Jr., Chorão, para participar das gravações do segundo disco, o TZero é convidado pelo próprio a fazer parte da trilha-sonora de seu filme “O Magnata”, além de aparecerem no filme, como banda de apoio do personagem Tiririca. Agora em 2007, o Tolerância Zero trabalha na produção de seu segundo disco e promete muito mais shows, peso e aparições por todo o país, além de comemorar 10 anos de muito trabalho.
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